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Caraca, que show incrível!
Carol Biazin manda muito bem nas suas performances sem contar as letras das músicas que são incríveis e falam direto com a gente.
Show foda pra caralho. Repertório do Belchior sempre será impecável e a interpretação da Ana está esplêndida. Belíssimas participações, banda magnífica. Pena que muitos não entendam toda a Anarquia contida nas letras icônicas desse grande poeta maldito da música brasileira.
Enfim, estive como o diabo gosta ontem.
Saúde e ⒶNⒶrchi@
E para além dos posicionamentos ideológicos bipolares da atualidade, Belchior, sempre atual, nos brindou com sua sabedoria flamulando a bandeira negra da Liberdade nesse trecho de entrevista abaixo, lembrando que não há demagogia nos discursos e mensagens contidas em suas poesias, mas uma supra-ideologia pertencente a movimentos coesos dentro do socialismo libertário. E Liberdade é um ato de resistência perigoso para qualquer sistema que queira se valer do poder para impor suas regras sobre cada indivíduo.
“Eu não faço música partidária. Eu sou a favor de um recrudescimento das qualidades individuais, diante de qualquer instituição e também da instituição política. Tem governo, eu sou contra. Tem partido, eu sou contra. Eu não quero pertencer a partido, igreja, escola, a nenhum grupo institucional. Se eu pertenço a algum é por estrita obrigação da qual eu não posso fugir. Nós, os homens desse tempo, estamos humilhados pelas injunções do poder. Eu não quero poder nenhum. O poder é corruptor. Por natureza, o poder é avarento”, declarou Belchior em entrevista à Revista Música, em 1979.
Só faltou cantar essa música aqui:
COMO O DIABO GOSTA
Não quero regra nem nada
Tudo 'tá como o diabo gosta, 'tá
Já tenho este peso, que me fere as costas
E não vou, eu mesmo, atar minha mão
O que transforma o velho no novo
Bendito fruto do povo será
E a única forma que pode ser norma
É nenhuma regra ter
É nunca fazer nada que o mestre mandar
Sempre desobedecer
Nunca reverenciar