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Thursday, February 1st, 2018
11:30 PM
Braza em Florianópolis/SC

O Baile do Braza é na rua. É das ruas que vem a urgência das letras. É da rua que inspira a mistura vertiginosa e de ritmos produzida por Nicolas Christ (Bateria), Danilo Cutrim (guitarra e voz) e Vitor Isensee (teclado e voz) ao lado de seu time afiado de parceiros e músicos convidados. "Tijolo por tijolo", o segundo álbum do Braza, cumpre o que seu título promete: É propriamente uma tijolada sonora. Ou melhor: são vários tijolos, que, sobrepostos e cimentados por uma massa consistente de influências, formam um muro de Groove e Drive, na melhor tradição dos sound systems jamaicanos e dos paredões do funk carioca. Nesse muro, como se versos fossem grafites, fica exposta em cores vivas a poesia aguda do grupo.

"Tijolo por tijolo" começou a ser moldado nos dois primeiros meses de 2017. Ao longo do período, a banda gravou as bases de guitarra, teclado e baixo no Neblina, estúdio caseiro de Danilo. (O nome faz referência ao nas nuvens do produtor Liminha, com quem o trio chegou a trabalhar quando integrava o Forfun). Do Humaitá para Santa Teresa, a obra foi terminada no começo de maio, no estúdio Cantos do Trilho, do produtor Pedro Gárcia. Lá, acrescentaram levadas de bateria acústica, arranjos de metais (a cargo do saxofonista Lelei Gracindo) e mixaram as canções. Bateria do Planet Hemp, Gárcia já havia trabalhado com o Braza no disco anterior (2016), batizado com o nome do grupo. São dez faixas, uma delas instrumental: "Dusbrasilis", reggae irresistível, adornando por vocalizes e atravessado por elementos de dub e rock.